domingo, 3 de julho de 2011

INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL

Como vimos na última aula, um texto não é um amontoado de palavras, mas antes de tudo é necessário que as partes se correlacionem dentro e fora do texto para que se torne uma umidade de sentido (coerência) dentro de um campo semântico.
Porém, é preciso ressaltar que tal unidade às vezes encontra-se em níveis mais profundos, fugindo à primeira percepção — fenômeno comum na literatura, especialmente após a experiência modernista.
Em segundo lugar, mais radicalmente, fala-se hoje de textos não-verbais, em que as palavras não constituem a linguagem predominante. É nessa perspectiva que as Bancas de concursos e do ENEM propõem a interpretação de textos verbais: os romances, os contos, as novelas, as conversas e as cartas, por exemplo; e não verbais: as placas de sinalização, as fotografias, as pinturas e os gráficos, entre outros.
Desta maneira, charges, histórias em quadrinhos, anúncios fazem parte do repertório de provas e livros didáticos, demandando um processo interpretativo por parte do estudante que leve em consideração o todo lingüístico-semântico, formado a partir de relações entre as partes.

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